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Insight: Palavras Soltas.

Em nossos dias, a presença ausente é muito comum. A presença virtual.... Online (disponível), mas na verdade ocupado. Presente em casa, mas ao mesmo tempo ausente porque está presente em tantas redes sociais tais como: WhatsApp, facebook e outras. Gastamos mais tempo e energias conversando com aqueles que estão distantes, porém em silêncio com os que estão perto de nós. Às vezes, até escutamos os outros, mas não ouvimos. Estamos ali diante do outro parados olhando (presentes), mas o nosso pensamento está bem distante (ausentes) e não vemos (percebemos) nada daquilo que está sendo dito por quem está diante de nós, de modo que se o outro se calar a qualquer momento nem se quer percebemos. Não queremos mais conversar, apenas ser ouvidos, compreendidos e atendidos. A vida do outro só nos importa quando é para criticá-la, censurá-la e espalhar o que conhecemos popularmente como fofoca (aí sim, vida do outro nos importa) ou se vamos ganhar algo em troca. Entretanto, a troca de afeto ...

Teu Colo

Corro para ser acolhido em Teu colo sem precisar embriagar- me com o vinho do moralismo. Não é necessário maquiar-me com o pó do ritualismo, tão pouco adornar- me com o legalismo, pois sei que me aceitas como sou. Quero Teu colo, necessito dele, porque desejo ouvir tua voz mansa e suave. Para estar no Teu colo preciso esvaziar- me dessa construção de um deus justiceiro e impiedoso que fizeram em mim; preciso esvaziar-me do passado que me oprime dia e noite e ser cheio de confiança que me dá a certeza que sou aceito por Ti. Não importa o que disseram, dizem e dirão sobre mim, pois sei que a última palavra vem de Ti e dizes: “meu filho, não temas, pois mesmo não merecendo meu amor eu te escolhi para amar-te sempre mais e mais”. Teu colo é meu abrigo secreto, ou melhor, é meu oásis em meio a este deserto existencial que nem sempre está fora de mim, mas quase sempre dentro de mim. Quando estou nEle, não preciso nem falar, pois me ensinaste que a melhor oração não é fruto de um  ...

Teus Braços

Quando estou aflito, inseguro, angustiado, corro para Teus braços de Pai  que logo me envolve a paz. Dependo de Ti, sem Ti sou nada, sem Ti nada posso fazer. Se me sinto sozinho e sem saída corro a Ti e me lanço aos Teus cuidados que são incomparáveis. Dúvidas, desconfianças, incertezas, incredulidade, às vezes querem me dominar para distanciar-me de Ti, mas sei que mesmo quando penso que estou longe de Ti, na verdade, estou acolhido em Teus braços misericordiosos que transbordam afeto e ternura. Quando me vem o medo, a tristeza, as dificuldades, corro para Teus braços de Filho, Amigo sempre próximo que caminha comigo ombro a ombro sem recriminar e sempre pronto a me ensinar. Se penso que todos me deixaram, Tu jamais me abandonas, olho para meu lado e vejo-te sereno dizendo: “não te deixo um só instante, sempre estou contigo,  mesmo quando queres ficar longe de mim”. Em meio às tempestades da minha vida Tu acalmas o vendaval do meu ser, porque estás aqui no barco da minha ...

Teu Olhar

O Teu olhar me atrai para perto de Ti, pois mão me vê apenas por fora, mas também por dentro. Teu maravilhoso olhar me faz renascer na convicção de que não sou perfeito, mas posso dizer que sou melhor do que um dia eu fui. Esse olhar manso, sereno e tranquilo me leva a Ti dizer: “Senhor me dá colo”. Nesse olhar estou completamente despido de todo trapo religioso, pronto para ser vestido com roupas realmente limpas. Mas, que adianta estar limpo apenas por fora se me vês por dentro e sabes que o que mais necessito é de um coração puro? Que olhar é este que vê meus acertos e meus erros sem recriminar- me? Se eu estivesse em Teu lugar, não me veria assim: um ser muitas vezes hipócrita, mentiroso, egoísta, que está em constante tratamento diante de Ti. Máscaras? Que adianta coloca-las? Afinal, não há como fugir e nem se esconder de Ti. O melhor de tudo é que és Amor. O melhor é saber que Teu doce olhar não sofre de alucinações com o ópio da religião e nem fica turvo com o álcool das ...

UMA REFLEXÃO PERTINENTE

Nos últimos dias e, ainda início de 2019, nossa nação tem vivenciado momentos de dores e uma tristeza solidária diante de calamidades e tragédias que tem nos deixado perplexos na imprevisibilidade de existir. Lama, água, fogo e acidente nos faz viver uma sensação de um luto generalizado. O povo brasileiro neste começo de ano tem estado imerso numa profunda comoção e isso se manifesta socialmente de diversas maneiras, que apesar de pluralizada em sua essência traz a singularidade de cada indivíduo. Muitos parecem sentir uma intensa angústia fóbica por se depararem constantemente com a incerteza do logo mais. Outros mergulham numa melancólica e desesperadora reflexão ao olharem para histórias interrompidas, sonhos que não foram vivenciados, momentos que não foram vividos e, em se deparando com isso, acabam tendo que lidar com um recorrente pensamento: “ devia ter ”. O tom de lamento pelo não vivido, ou pelo que se poderia ter vivido; devia ter feito, ou não devia ter feito. É, a no...

Gratidão

Gratidão pela visão e pelo contemplar das cores das belas flores, o sorriso de uma criança, a beleza radiante do arco-íris, o pôr do sol, a lua e o céu estrelado. Olhos que eram apenas para enxergar as belezas no céu, no mar, na terra, mas contemplam a violência, a fome, a natureza que morre, fruto de irresponsabilidade da humanidade (minha e de todos).             Gratidão pelo olfato que desfruta o prazer de cheiros e aromas, o doce e suave perfume de uma rosa que desabrocha, o cheiro daquela comida saborosa, o odor do imenso mar. Nariz que não só inala as maravilhas de tanta beleza, mas que também o mau cheiro de fumaças produzidas pelas indústrias, mau cheiro dos esgotos entupidos por tanto lixo jogado nas ruas.             Gratidão pelo tato que, mesmo com os olhos fechados, pode enxergar com o coração, ter a sensação da leveza e delicadeza da pétala de uma...

Simplicidade

Ama a simplicidade Ama a vida Ama a poesia Ama as coisas que dão alegria Ama a natureza e a reverência pela vida Ama os mistérios Ama Deus. (Rubem Alves) Cada vez mais em nossos dias aumenta a paixão pelos bens materiais. Afinal de contas, bens simbolizam status e lamentavelmente na maioria das vezes somos definidos e valorizados pelo que temos e não pelo que somos. Para muitos a vida ideal está no acúmulo de bens e o que predomina é aquela frase: “quanto mais melhor”. Então, vivemos esse frenesi, um ativismo intenso, uma verdadeira corrida de ratos para conquistarmos e acumularmos cada vez mais. Corremos, corremos, mas não estamos satisfeitos, queremos sempre mais e para realizarmos esse desejo vivemos uma acirrada competição fora e muitas vezes dentro de casa também. Viver assim não é apenas angustiante como também gera uma grande ansiedade e parece não haver fim para isto. Penso que a solução para isto é um retorno à simplicidade, pois ela ...