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Fazer silêncio para escutar-se, relembrar e perdoar-se

Mesmo quando a vida nos reserva algo difícil nós podemos ser felizes, ainda que pontuada por momentos de tristeza tais momentos não anulam o estágio da paz. Aceitar o eu que nos tornamos significa reconciliação consigo mesmo e isso requer que aceitemos o fato de sermos ambivalentes. Em nós existe amor, mas também ódio, apesar de todas nossas aspirações morais e éticas, também temos agressividade, ira, ciúme, sentimentos depressivos covardia e medo. Se não enfrentarmos as sombras que nos habitam iremos projetá-las no outro. Então, por não estarmos em harmonia conosco e reconciliados com nossa própria história, também encontraremos dificuldades para nos reconciliar com o outro. Perdoar não é fácil, porque quem perdoa não espera um retorno, ou seja, não pressupõe reciprocidade. Ao perdoarmos somos libertos do sentimento corrosivo de se achar injustiçado e às vezes somos libertos da auto piedade. Ainda que de fato tenhamos sido ofendidos não podemos nos aprisionar as dores vividas...

Escutar-se

Existe diferença entre ouvir e escutar. O primeiro ouve sem dar a devida atenção e muitos parecem ter um botão de desligar, fazendo jus aquela expressão popular: “Ouvido de mercador” ou “entra por um ouvido e sai pelo outro”. O segundo por sua vez, escuta atentamente o que está sendo dito e até o que muitas vezes nem se percebe dizer. Escutar o outro não é simplesmente captar o que está sendo dito, mas entender o que é captado pela audição, de modo que se compreenda e processe a informação internamente. Contudo, escutar-se é um desafio, ainda mais diante dos ruídos e distrações existentes em nossos dias. Portanto, isso requer ainda mais esforço e disciplina, pois nos leva aos nossos medos, desejos, angústias, fantasias e nossos fantasmas, porém como já foi dito anteriormente, cabe a nós silenciar nossa mente. O ser humano sempre deseja esquivar-se da verdade dele mesmo. Na grande maioria das vezes não queremos nos escutar porque fugimos de nós e preferimos não nos confrontar...

Silêncio!

Quem nunca esteve num ambiente com uma plaquinha ou cartaz que tem uma imagem de uma pessoa com o dedo indicador sobre os lábios? Até nos vem à mente aquele som: “psiiiiii”. Em bibliotecas o silêncio é necessário para não atrapalhar a concentração, já em hospitais para não incomodar. Que tal fazer um “psiiii” para nossa mente? Exatamente, mandar ela aquietar e parar o barulho ensurdecedor que fazemos indo em busca de uma felicidade imposta por familiares e até pela sociedade. Todo esse anseio mexe com cada cômodo do nosso ser gerando em nós um constante estado de inquietude, pois parece que tudo nos falta. Este estado faltoso é que parece alimentar essa vida desenfreada que temos, nos movimentando o tempo todo pra fora sem percebermos os sutis movimentos dentro de nós. Às vezes precisamos de alguém que perceba nossa inquietação e nos diga que precisamos fazer silêncio em nós. Se de fato queremos viver, não podemos ficar apenas no ver a vida acontecer diante de nós sem nos pe...

O Silêncio Interior

Como é possível se auto-escutar, se não silenciarmos o nosso interior? É impossível voltar-mos  para dentro sem este exercício. Mergulhar em si mesmo e  conectar-se com um estado de verdadeira paz. Talvez tudo o que precisemos  para entrar neste estado de quietude interior, é nós retirar das queixas, das cobranças diárias, dos sentimentos de culpa, da agitação… Só saindo um pouco desta  rotina,  que nos deixa acomodados num estado de satisfação,  ou de constante lamento,  é que acharemos o essencial dentro de  nós mesmo. Ambiente de Paz e Prosperidade. Vivemos um momento em  que as pessoas deixam sua pátria procurando abrigo em outra, por isso chamamos de refugiados, pois tudo que eles querem  é se refugiar  daquilo que os seus países de origem não hes deram. Entretanto, existem pessoas que não perderam seu lar exterior (pátria ou casa), mas perderam o lar interior, ou então perderam os dois. Sendo assim, é comum sentir-se s...

Silêncio e Silêncios

Quem nunca ouviu aquele dito popular que diz: “quem cala consente”. De fato, há silêncios que falam por nós e até decidem por nós, mas também manifestam nossa omissão  de modo que o não manifestar uma opinião necessária, muitas vezes demonstra concordância com uma palavra, discurso ou ação. Entretanto, existem silêncios que expressam inquietude interior, tristeza, angústia e amargura, mas também existem silêncios que evidenciam serenidade e reflexões internas, pois o silêncio parece ser uma boa maneira de ficar quieto, mesmo que fora esteja um grande barulho. Sendo assim, é bom perceber o que de fato e de verdade tem alimentado nossos pensamentos. Quer saber do que sua mente está cheia? Fique atento ao que mais sai dos seus lábios.   A Porta da Felicidade Abre só para o Exterior É cada vez mais constante ouvir  pessoas dizerem que procuram um sentido pra viver ou  que buscam uma pessoa ideal, porém muitas vezes nem  sabe o que procura. Que busca é essa...

Fazer silêncio

Fazer silêncio fora é uma tarefa fácil, basta se retirar para um ambiente calmo. Embora fora esteja em silêncio, dentro pode está um constante ruído de pensamentos que vem e vão. Se não atentarmos para esse mundo que nos habita jamais perceberemos o que projetamos fora, caminhando numa constante busca a fim de preencher nossas faltas. Sendo assim, criamos grandes expectativas que aqui e ali se transformam em repetitivas decepções intensificando ainda mais velhas dores em novos momentos. Iniciar essa viagem para nosso interior é algo que demanda esforço e disciplina, pois além de autoanálise se faz necessário escutar a si mesmo. Isso requer atenção até mesmo para a maneira como enxergamos tudo a nossa volta, inclusive aquilo que falamos dos outros, porque o que falamos deles tem muito mais a ver conosco do que com eles de fato. O pior é que ao nosso redor muitas coisas cooperam para não silenciarmos, de modo que muitos acreditam que pacificar-se e aquietar-se não é algo possível,...

Silenciar

Vivemos numa época que propõe constante conexão em redes sociais. Estamos conectados com o mundo e desconectados de nós mesmos. São tantos os ruídos que não conseguimos ouvir-nos. Parece que o constante medo de ficarmos sozinhos direciona-nos o tempo todo para os barulhos e aglomerações. Sendo assim, compartilhamos fotos com um sorriso amarelo e com amigos, mesmo sem desfrutar da presença deles, pois quase sempre o que vale nem é aquilo que estamos vivendo naquele momento, mas as curtidas, comentários e compartilhamentos. Isso que chamamos de vida, passou a ser uma constante monotonia, estamos numa espécie de piloto automático e até nos acostumamos com o sofrimento. É mais fácil ficar preso na zona de conforto alimentando o medo de arriscar, pois o novo nos assusta. Então, somos sugados por uma espécie de buraco negro existencial nos vitimizando e caindo num vazio, muitas vezes por não escutar-nos. Numa geração onde muitas pessoas estão distantes de si mesmas, ficar quieto e i...